Terra Firme para o e-business brasileiro
Há poucos anos, quando iniciamos os primeiros desenvolvimentos de aplicações voltadas ao ambiente web, precisávamos argumentar quase filosoficamente acerca do que poderia ser o mercado on-line, a mudança que os mercados tradicionais sofreriam e a aceitação do público com as facilidades que a tecnologia apresentava.
Hoje, cerca de 6 anos depois, podemos dizer que contamos, além das condições tecnológicas favoráveis, um mercado conhecido e componentes culturais evoluídos. Enfim, os investimentos, que agora são racionais, têm em contra-partida um mercado amadurecido, onde sabe-se exatamente o que se quer (e o que se pode) dos e-marketplaces, comunidades virtuais, soluções de e-commerce, e assim por diante.
Reforçamos este ponto de vista com os índices precisos que são divulgados atualmente: o B2BOL - Business To Business On-Line, que mede o volume de transações on-line no mercado eletrônico entre empresas. Este índice é fornecido pela Associação Brasileira de e-Business, uma iniciativa que, desde 2002, concentra os empreendimentos que utilizam o B2B como cerne dos seus core business. Ela reúne empresas de diversos setores, como alimentício, farmacêutico, automobilístico, moveleiro, etc. Esta associação lançou, em novembro de 2004 o livro "Brasil: Showcase de Competência em E-Business", que relata o sucesso do e-business brasileiro em depoimentos de várias empresas.
Outro índice muito importante é o VOL – Varejo On-Line, que mede as transações realizadas nas lojas virtuais do país, o varejo on-line. Este indicador é fornecido pela Câmara-e.net, Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, organização para o amadurecimento do comercio eletrônico brasileiro.
Paralelo a estes indicadores, temos a atuação de uma empresa chamada e-BIT, que estuda o comportamento dos usuários que compram on-line. Ao finalizar uma compra, o internauta tem a possibilidade de fazer uma avaliação da loja. Os aspectos abordados são a facilidade de navegação, riqueza de informações, custo da entrega, entre outros. A e-BIT avalia cerca de 600 lojas virtuais, e desde janeiro de 2000, já coletou mais de 1,2 milhões de avaliações de e-consumidores. Esses resultados estão disponíveis aos empreendedores que buscam usufruir das facilidades que a Internet proporciona aos negócios: facilidade de relacionamento 1 a 1; aumento do poder de resposta aos clientes; mais visibilidade e abrangência do negócio; fortalecimento da marca; aprimoramento dos mercados; etc.
Temos, efetivamente, um terreno conhecido e perspectivas reais de prosperidade no mercado eletrônico brasileiro. Não podemos esquecer que nosso cliente (usuário) está, a cada dia, mais consciente e possui uma facilidade enorme para comparar nosso produto ou serviço, neste ínterim, nosso negócio precisa estar realmente competitivo para atender uma cadeia que ainda não está digitalizada, mas evolui para isto.
Diretor TUA Tecnologia
GT Marketing

